China e Seus Mistérios, Relembre

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A CIVILIZAÇÃO CHINESA

 

Perdem-se no tempo quaisquer fontes que possam levar à descrição com segurança da história da China e de seu povo, suas religiões e costumes.

 

Os chineses chamavam seu país de Chung-Ku, o que quer dizer Centro da Terra. Não é claro, o centro geográfico, mas centro como ponto de vida, de irradiação de sabedoria, de algo superior. Também lhe chamava Chung-Yang, nação do meio, e ainda outros nomes que revelam uma constante desse povo que é a de se acreditar na origem do mundo.

 

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Muitas vezes, o país tomou o nome da dinastia reinante. Quando a família dos Sin ocupou o trono, na metade do século III antes de nossa era, os hindus e os malaios, seus vizinhos, chamaram-lhe de Sin ou Chin, mais tarde convertido em China, para o Ocidente. Marco Polo, o primeiro viajante ocidental que a percorreu, deu-lhe o nome de Catay.

 

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Os tempos históricos da China começam no século XXII antes da Era Cristã. Já naquela época, os imperadores da dinastia de Hia eram grandes construtores de obras dirigidas no sentido de melhorar as condições de vida dos habitantes, como canais de irrigação, maior produtividade dos campos e outros.

 

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Segundo se deduz de seus livros antigos, os chineses já escreviam sua história quatro mil anos antes dos europeus conhecerem o que era  escrita. A língua  apresenta  inúmeros dialetos. A pobreza de vocábulos obriga os chineses, como a todos os povos de línguas monossilábicas, a mudar o sentido da palavra, segundo o tom com que é pronunciada. Essa variedade de pronúncias, acrescida da pobreza de vocábulos, torna a língua dificílima. Além disso, há 44 mil caracteres diferentes compondo sua escrita.

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A civilização chinesa se desenvolveu nas planícies banhadas pelos grandes rios, aproveitando as possibilidades agrícolas, sendo o arroz o principal cultivo. Todavia, o artesanato também se destacou na produção de seda e de porcelana. O comércio ganhou enorme importância com a criação da "Rota da Seda", em direção ao Ocidente.

 

A riqueza da sociedade se manifestava na construção de templos, túmulos e palácios. Ameaçada pela invasão dos mongóis, a China organizou um poderoso exército e fez construir, no século III a.C., uma imensa muralha, com aproximadamente 2.400 Km de comprimento. Para muitos, a maior edificação de todos os tempos.

 

A monarquia foi a primeira forma de governo da China, por volta do II milênio a. C.. Seguiu-se uma descentralização administrativa, semelhante a um governo feudal, constituído de principados mais ou menos independentes, segundo o poderio de seus chefes. Essa situação durou até cerca de duzentos anos antes de Cristo, quando se restabeleceu a monarquia, em 321 a. C., com a dinastia Chin, sucedida pela dinastia Han.

 

A OBRA RELIGIOSA DE CONFÚCIO

A China teve seu grande filósofo, Cung-fu-tseu, Confúcio nascido 551 a.C.. Sua genealogia sobe até o céu. Seus avós foram personagens ilustres, e seu nascimento se anunciou, segundo a tradição, pela verificação de prodígios. Depois de ter percorrido toda a China em um carro de boi, guiado por um dos seus alunos, Confúcio se estabeleceu em uma escola para ensinar o povo a melhorar o cultivo das terras, a criar seu gado. Acabou com as fraudes dos funcionários, estabelecendo, como alto delegado do Imperador, a ordem antiga e a seriedade nos negócios públicos.

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Mais tarde, percorreu o país com seus Doze Discípulos, escolhidos entre os 62 que melhor o entendiam. Nos seus ensinamentos estava a ordem severa e básica de "amar ao próximo como a si mesmo". Foi ele que ensinou aos chineses as Cinco Virtudes Capitais da Humanidade:

 

1- O amor a todos os homens sem distinção.

2- A justiça que dá a cada qual aquilo que lhe cabe.

3- A observação das cerimônias e dos usos estabelecidos, a fim de que todos sigam as mesmas normas e participem das mesmas vantagens e desvantagens.

4- A retidão de ânimo e de coração, que leva a pessoa a buscar, em todas as coisas, a verdade ou desejá-la, sem se enganar e sem enganar a ninguém.

5- A sinceridade, isto é, o coração franco, que afasta toda dissimulação nos fatos e nas palavras.

 

Nisso consistia a moral de Confúcio, que fazia derivar das virtude domésticas todas as outras, e reduzi-las a uma só: a piedade filial. Para ele, a natureza humana não é má, mas um dom do céu, que foi pervertido pelo uso indevido do poder. Para harmonizar a sociedade, o governante deve ter uma formação e um papel moral. Não tratou de abstrações, mas da prática da vida, conhecendo os males de seu povo, e tentando afastá-los.

 

Com o Lao-Tsé Zhuangzi surgia o taoísmo, no século V a.C., ao mesmo tempo uma escola filosófica e uma postura religiosa. O tao é um princípio cósmico que dá origem ao universo. 








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